Desde a implantação do sistema do câmbio flutuante, a valorização do real frente ao Dólar gera demasiadas discussões, e via de regra predomina na mídia a queixa dos setores que exportam sobre a sua perda de competitividade.
Porém, não devemos simplesmente fazer coro sem antes considerarmos o lado que estes mesmos exportadores não divulgam.
O real valorizado, só neste período, permitiu que quase toda indústria têxtil brasileira importasse e atualizasse toda sua planta fabril, o que gera aumento de produtividade com redução do custo operacional resultando em maior competitividade. Com o câmbio mais elevado esta ação não teria ocorrido e a planta fabril têxtil brasileira atrasaria sua modernização em até cinco anos mais. Este mesmo fenômeno foi acompanhado por outros segmentos de nossa indústria.
Outro ganho atual é a redução do custo da importação de insumos.
Mudando de setor para o de petróleo, por exemplo, a dívida da PETROBRAS atrelada ao dólar representava 40% do endividamento da empresa ao final de 2008. Hoje ela representa 5%!
Ou seja, não existe câmbio 100% bom, ou ruim. É necessário sim é aproveitar as oportunidades de cada momento, e não esquecer que o dólar será ainda por longos anos uma moeda de referência, mas não nos esqueçamos do euro que vem demonstrando a cada ciclo um aumento significativo de sua participação no mercado internacional, mas isso é assunto para outra conversa.
Abraços
Hugo Facundo de Almeida Filho
domingo, 29 de novembro de 2009
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